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                                                 | Introdução | História | Ciência e Técnica | Características| Formas | Compositores |

 
 


O Romantismo na Música
A Música Romântica no seu Tempo
 

 

 

Hector Berlioz Georges Bizet Alguns Compositores Românticos
Alguns dos compositores mais representativos
Johannes Brahms Anton Bruckner
Berlioz Bizet           Brahms Bruckner
Frédéric Chopin Franz Liszt Felix Mendelssohn-Bartholdy Franz Peter Schubert Robert Schumann Peter Ilyich Tchaikovsky Giuseppe Verdi Richard Wagner Carl Maria Von Weber
Chopin Liszt Mendelssohn Schubert Schumann Tchaikovsky Verdi Wagner Weber


 

 

berlioz.jpg (57212 bytes)Hector Berlioz (1803 - 1869)
Compositor Francês

Compositor, maestro e escritor, foi o representante mais característico do romantismo musical em França. Destinado à carreira de médico, parte para Paris aos 18 anos. Emancipa-se e estuda música por conta própria, no Conservatório, onde se faz notar pela singularidade dos seus gostos, opiniões e talento. Em 1825 compõe uma Missa, depois um Drama, "Les Francs-Juges", em 1828 as "Oito Cenas de Fausto", acabando por obter, em 1830, o Prémio de Roma - 1.º de Composição. Logo a seguir a esta consagração académica, recebe outra mais significativa pela sua "Sinfonia Fantástica", a sua obra mais célebre e que representa um novo marco na história da música. Ela marca o apogeu do poema sinfónico, peça musical dramática cuja forma é determinada pela acção e seus elementos descritivos, e que já aparece em embrião nas últimas sinfonias e na "Abertura de Coriolano" de Beethoven, e que foi desenvolvido até hoje. De volta de Itália, onde acaba, em 1834, "Harold em Itália", sinfonia expressiva com alto solo, revela-se um notável chefe de orquestra e estreia-se nas letras como ensaísta e crítico musical. Daí até ao fim da vida, em Paris, e pelos países onde o leva o seu destino errante, estas actividades "marginais" complementam e alimentam a primordial, a de compositor. Obtendo parcos sucessos com "Requiem" (sinfonia dramática com coros e solo) e a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal", Berlioz compreende que a sua música, cheia de concepções novas, não era aceite pelo meio parisiense e decide, em 1842, ir para o estrangeiro, onde esperava melhor acolhimento. Na Alemanha conquista a estima de Mendelssohn e o entusiasmo de Schumann, e triunfa em Viena, Praga e Budapeste (1845 - 1846). De regresso a Paris, apresenta na Ópera Cómica "A Danação de Fausto", cujo libreto ele próprio estabeleceu a partir da tradução, por Gérard de Narval, do "Fausto" de Goethe. Foi um desastre, e o prejuízo só foi coberto por uma nova tournée, desta vez à Rússia. Compõe, em 1849, um "Te Deum" para quatro coros, orquestra e órgão e, depois da morte da mulher, em 1854, uma Trilogia Sagrada, "A Infância de Cristo". Encorajado por Liszt, seu admirador, escreve a sua última obra, "Os Troianos", em cinco actos, que a Ópera recusa e que só será apresentada parcialmente no Teatro Lírico em 1863, sem grande êxito. A vida atribulada que levou fez dele um percursor dos "artistas malditos" do fim do século passado. Só depois da morte obteve a glória que o seu talento merecia, cotando-o ao nível dos maiores românticos e reconhecendo a importância das inovações por ele introduzidas, em especial na instrumentação.

bizet.jpg (70502 bytes)Georges Bizet (1838 - 1875)
Compositor Francês.


Entra no Conservatório de Paris em 1847, onde obtém todos os prémios. Em 1856 compõe a ópera "Le Docteur Miracle" e no ano seguinte ganha o Prix de Rome - pensionato por três anos na Cidade Eterna. Durante este período compõe as óperas "D. Procópio" e "La guzla de l’Emir", a ode sinfónica "Vasco da Gama", a abertura "La chasse d’Ossian" e "Scherzo et Marche Funèbre". Regressando a Paris, escreve as óperas "Les pêcheurs de perles", !"Ivan le terrible", "La jolie fille de Perth", "Djamileh" e a música de cena para a obra de Alphonse Daudet "L’Arlesienne", obra que afirmou definitivamente o seu nome. Em 1875 estreia-se "Carmen" na Ópera Cómica, no mesmo dia em que Bizet foi distinguido com a Legião de Honra. A obra não agradou, tendo sido violentamente atacada pela crítica. Não obstante, "Carmen" representa o ponto mais alto da ópera cómica francesa, a qual Bizet genialmente renovou. O desgosto provocado pelo mau acolhimento de "Carmen" agrava-lhe o padecimento moral em que vivia, sobrevindo-lhe um mal de garganta. Três meses após a estreia de "Carmen" morre prematuramente.

 

brahms.jpg (92881 bytes)Johannes Brahms (1833 - 1897)
Compositor Alemão.


Em contraposição à corrente mais avançada do Romantismo, encabeçada por Wagner e Liszt, ocupa o lugar mais destacado dentro da tendência chamada "neoclássica". Brahms é, sem dúvida, um romântico, tanto pela matéria sonora que utiliza como pela sensibilidade. Porém, intelectualmente, afasta-se do Romantismo na medida em que repudia a música programática e teatral e se volta para a música pura. O seu "classicismo" patenteia-se especialmente nas sinfonias e nos concertos. As sinfonias que compôs, que fazem lembrar as de Beethoven, trouxeram algo de novo a esta forma musical. Além das suas composições mais conhecidas, para orquestra, convém citar o "Concerto para violino", dois Concertos para piano e a "Abertura Académica". Na música sinfónica e de câmara Brahms alia à austeridade e rigor de construção a criação de uma atmosfera intensamente apaixonada, destacando-se, entre outras obras, os quatuors, o Quinteto para piano, a Sonata para violino, violoncelo e clarinete e o Trio Op. 114. No entanto, é no Lied que o seu romantismo transborda livremente, inserindo-se na linha estética de Schubert e Schumann, o qual fez 100 compilações de Lieder. A "Rapsódia para Alto Solo" e "Um Requiem Alemão" são consideradas as suas melhores obras corais. Características comuns a toda a sua obra são a solidez e riqueza harmónica, a expressividade da melodia (mais vigorosa do que elegante) e a força rítmica, baseada muitas vezes na utilização de síncopas. O facto de não ter sido um inovador em nada afecta a grandeza artística de Brahms. A sua arte, que não foi de vanguarda mas de plenitude, de maturidade dentro do movimento romântico alemão, faz dele uma das figuras máximas de toda a História da Música.

bruckner.jpg (35515 bytes)Anton Bruckner (1824 - 1896)
Compositor Austríaco.



Foi com o pai que aprendeu os rudimentos da música. O seu primeiro posto oficial foi o de organista da Catedral de Linz, após ter sido menino de coro de S. Floriano, onde aprendeu órgão, violino e piano. Em Linz encontrou no bispo Rudigier o mecenas que o enviou a Viena, onde estudou seis anos sob a direcção de Sechter. Nas suas obras encontram-se muitas influências de Beethoven, Schubert e Wagner, de quem foi o grande admirador e ao lado do qual se pôs na controvérsia dos músicos modernos (Wagner, Liszt) com os conservadores (Brahms). Tornou-se conhecido com a Missa em Dó menor. Como organista deu concertos em Londres, Paris, etc. A sua música tinha dificuldades em triunfar. As suas sinfonias - compôs nove - são monumentais e bastante desorientadas, pelo menos na primeira audição. Evocou a imagem das igrejas barrocas, onde o órgão se manifesta em contrastes repentinos e variações de timbres. Foi seu grande adversário o crítico Hanslier, que chamou à sua 7.ª sinfonia a "boa constrictor sinfónica". Hugo Wolf, porém, foi seu admirador prestimoso. Outro poderoso adversário de Bruckner foi o prestigiado Brahms. Doutorado honoris causa por Viena, Bruckner veio a falecer tendo em mãos a sua 9.ª sinfonia, que deixou incompleta e, por vezes, se executa dando-lhe por final o "Te Deum", que lhe é bastante anterior. A sua linguagem musical é hoje universalmente admirada pela generosidade e personalidade, que ultrapassa a do mero epígono de Wagner.

chopin.jpg (47804 bytes)Frédéric Chopin (1810 - 1849)
Compositor Polaco.


Cedo se tornou conhecido pelo seu trabalho como compositor e intérprete. Estudou no Conservatório de Varsóvia mas em 1830 deixou a Polónia e deu diversos recitais pela Europa, instalando-se, depois, em Paris. Muito bem acolhido nos meios artísticos, depressa se tornou uma das figuras mais disputadas pelos salões parisienses. Compôs quase só para piano (instrumento que estudou e de que conhecia todas as possibilidades e sonoridades) peças geralmente curtas (mazurcas, valsas, estudos) e muito brilhantes. A sua obra revela uma personalidade complexa, introvertida e exigente para consigo próprio. A admiração que tinha por J. S. Bach orientou-o para uma estrutura musical clara e sóbria. A sua sensibilidade um pouco doentia reflecte-se nas composições que escreveu: prelúdios, scherzos, nocturnos, mazurcas, baladas, estudos, polonesas, valsas, etc. Chopin influenciou e renovou toda a música para piano. Servindo-se de técnica notável, ciência de harmonia e inspiração prodigiosa, a sua música parece recriar-se por si própria.
 

liszt.jpg (38897 bytes)Franz Liszt (1811 - 1886)
Compositor Húngaro


Viveu em Viena, Paris, Weimar e Roma, de onde viajou sem cessar por toda a Europa. Pianista de talento, deixou obras líricas e didácticas importantes para esse instrumento (Anos de Peregrinação, Estudos de Execução Transcendente, Sonata em Si menor, Concertos). Maestro, interessou-se pelo poema sinfónico ("Mazeppa", 1851, "Os Prelúdios", 1854, "A Batalha dos Hunos", 1857) e pela sinfonia ("Fausto", 1857). Preocupado com problemas religiosos, escreveu Missas ("Missa de Gran", 1855, "Missa Coral", 1865, Missa Húngara", 1867, Requiem, 1868) e Oratórias ("Cristo", 1855 - 1867, "Lenda de Santa Isabel", 1857 - 1862). Admirador de Berlioz e de Wagner (de quem se tornou sogro), inovador, no mínimo, da harmonia, renovou a técnica do piano e ampliou o campo orquestral.

mendelsn.jpg (66913 bytes)Felix Mendelssohn-Bartholdy
(1809 - 1847)
Compositor Alemão


Era filho de Lea Mendelssohn, excelente pianista e senhora de grande cultura. Aos 16 anos escreveu "Octeto" Op. 20, uma das suas mais belas obras de música de câmara, e aos 17 anos uma das suas máximas criações, a Abertura "Sonho de uma noite de Verão". Em 1829 dá-se, por inteira iniciativa de Mendelssohn, um acontecimento de grande relevo na vida musical da Alemanha e de todo o mundo: a 1.ª audição, depois da morte de Bach, da sua "Paixão segundo S. Mateus". A sua actividade como chefe de orquestra recebe um grande impulso com os êxitos colhidos em 1833, sendo então nomeado Director de todas as instituições musicais, públicas e privadas, da cidade de Düsseldorf. Em Leipzig desenvolveu uma acção tão notável que esta cidade se tornou a capital musical da Alemanha. Frederico Guilherme IV da Prússia dá-lhe o cargo de "Kapermeister" da corte de Berlim. Por sua iniciativa lançou as bases para a criação do Conservatório de Leipzig, sendo este inaugurado em 1843, contando, entre o seu corpo de professores, com as figuras de Schumann e do próprio Mendelssohn, entre outros. Mendelssohn é reconhecido como um dos músicos mais completos do início do romantismo e uma personalidade influente na sua época. Além de pianista notável foi também um bom executante de violino, de viola e de órgão, tendo exercido, ainda, como chefe de orquestra, uma acção importante no progresso da técnica de regência. Embora a sua personalidade mostre uma disciplina classissizante, não há dúvida que Mendelssohn trouxe uma contribuição importante para a formação do estilo musical romântico.

OBRAS PRINCIPAIS:

Três óperas: As Bodas de Camacho, O regresso do Estrangeiro e Loreley (incompleta).

Música de cena

Música coral sinfónica

Música sinfónica: cinco Sinfonias e sete Aberturas, dois Concertos para piano e orquestra, um Concerto para violino e orquestra, Capricho brilhante e Rondó brilhante para piano e orquestra.

Música de câmara: três Quartetos. dois Quintetos e um Octeto de cordas, quatro peças para trios e um Sexteto com piano, Variações concertantes para violoncelo e piano

schubert.jpg (51093 bytes)Franz Peter Schubert (1797 - 1828)
Compositor Austríaco.


Um dos muitos filhos de um Mestre-escola, violinista amador: os dons prodigiosos do jovem músico cedo lhe abrem as portas da capela da Corte de Viena e do respectivo Conservatório, onde estuda cinco anos. Com 16 anos regressa a Lichtenthal para auxiliar o pai. Trabalha 3 anos como professor primário, não cessando, porém, nem as lições nem a prática da composição musical a que se entregara desde os 12 anos. Datam desse período as primeiras obras-primas que se lhe reconhecem: sinfonias, quartetos, sonatas e muitas dezenas de lieder, entre os quais o célebre "Lamento de Margarida", "Gretchen am spinnrade" (extraído do Fausto de Goethe), de 1814, e a balada "O rei dos Álamos", de 1815. Em 1817 instala-se definitivamente em Viena. Aí decorrem os seus últimos 12 anos: vida de boémia, sem salário fixo, com mudanças constantes de domicílio, partilhando tecto e meios de subsistência com poetas, pintores e músicos, compondo de manhã e distribuindo os lazeres da tarde e da noite entre as tertúlias de café e as "Schubertíadas", reuniões musicais em sua casa ou na dos amigos. A saúde transtorna-se a partir de 1822, e a morte do seu ídolo Beethoven (com quem nunca privou por excesso de respeito e timidez) impressiona-o como um convite fatal. Daí até ao fim da sua vida Schubert compõe com redobrado frenesim. Sobreviveu a Beethoven pouco mais de uma ano, e jaz a seu lado por sua expressa vontade. A sua obra teve, em vida, reduzida projecção, até porque uma parte permaneceu inédita - caso das últimas sonatas para piano, das sinfonias ditas "A Incompleta" e "A Grande" e dos últimos 14 lieder, ditos "O Canto do Cisne". Hoje ninguém ignora que Schubert é um dos maiores compositores de todos os tempos. Conseguiu, de um modo genial, o perfeito acordo entre as palavras e a música. Formalmente clássico, o seu temperamento é já o de um romântico. A sua vastíssima produção (cerca de 1200 obras) abrange peças, sinfonias, música de câmara, etc.

OBRAS PRINCIPAIS

Música vocal: 603 Lieder, incluindo os 24 do ciclo "A viagem de Inverno", os 20 de "A bela Moleira", os 12 do "Canto de Cisne", as 7 canções da "Dama do Lago" e as 4 canções de "Wilhelm Meister" ; cerca de 20 peças para coros ou quartetos vocais, 7 Missas, 1 Stabat Mater, 1 Magnificat, 2 Salmos e vários trechos litúrgicos.

Piano: 21 Sonatas (algumas incompletas), 3 séries de Variações, 8 Improvisos, 6 Momentos musicais, Fantasia "O Viandante", Valsas, Minuetos, Escocesas, Alemandas, Galopes, Scherzi e Klavierstrücke, e várias peças para piano a 4 mãos (Sonatas, Fantasias, Rondós, Variações, Danças, Marchas e 1 Divertimento).

Duos: para piano e violino - 3 Sonatinas, Sonata-fantasia, Grande duo, Rondó brilhante -, para piano e violoncelo - Sonata "Arppeggione" -, para piano e flauta - Introdução e Variações.

Trios: 2 para violino, viola e violoncelo, 3 para piano, violino e violoncelo

16 Quartetos, 2 Quintetos e 1 Octeto.

Música orquestral: 9 sinfonias - uma incompleta e outra esboçada -, Aberturas, Danças e Minuetos.

Teatro: 7 Óperas, 4 Singspiel (óperas cómicas com diálogos falados), vária música de cena.

schumann.jpg (63314 bytes)Robert Schumann (1810 - 1856)
Compositor Alemão.


A sua vocação parece de início hesitar entre a música e a poesia. O entusiasmo pelas obras de Schubert vai provocar e influenciar as suas primeiras e tímidas experiências no domínio da canção. Toma contacto directo com Paganini, pela 1.ª vez, em 1830. Os exercícios que inventa para desenvolver a técnica muito rapidamente provocam a paralisia da mão direita, por ter obrigado o 3.º dedo a uma completa imobilidade. O acidente mergulha-o numa crise de desespero, mas servirá para lhe mostrar que o seu mais verdadeiro caminho é a composição. As suas obras para piano vieram revolucionar o estilo próprio deste instrumento. O seu estilo pianístico define-se logo de início em extrema originalidade, através de temas breves e incisivos, de uma rítmica variada, além de marcada tendência para o que se intitulará a "Construção em mosaico" - sequência de trechos breves ligados por uma ideia poética. Em 1850 fixa-se em Düsseldorf com as funções de director musical da cidade. É a derradeira fase e a mais dramática da sua existência, em que o desequilíbrio nervoso vai tornar cada vez mais precária a actividade de chefe de orquestra e se transforma depois em irreparável doença mental, que a seguir a uma tentativa de afogamento no Reno, em 1854, origina o seu internamento num asilo de alienados. Pela fantasia exuberante, a apaixonada vivência íntima, pela tendência para acentuar o elemento poético na música e pela originalidade da concepção técnica, Schumann é um dos expoentes do Romantismo.

tchaikov.jpg (37627 bytes)Peter Ilyitch Tchaikovsky
(1840 - 1893)
Compositor Russo


Nasceu em S. Petersburgo. Só aos 21 anos começa nele a vocação para a arte dos sons. Terminados os estudos de Direito e obtido um emprego no Ministério da Justiça, resolve dedicar-se inteiramente à música. Em 1866 foi-lhe confiada a cadeira de Harmonia no Conservatório de Moscovo. Surgem, assim, as suas primeiras experiências de vulto no campo da composição, que incluem a 1.ª Sinfonia. A segunda obra resulta de um breve contacto com Balakireff e o "Grupo dos Cinco", a cujo nacionalismo adere momentaneamente. Vem, poucos anos depois, um período de intensa actividade criadora em que escreve uma boa parte das suas obras mais importantes: "O Lago dos Cisnes" (1876), "A Francesa de Rimini", o 1.º Concerto para piano e orquestra, a 3.ª Sinfonia. Esse esforço tão intenso acaba por trazer-lhe um grave colapso nervoso que o leva a retirar-se para repousar em França. Durante uma segunda estada que fez no estrangeiro (Suiça e Itália), em 1878, termina a 4.ª Sinfonia e a Ópera "Eugénio Oneguine". A protecção de uma admiradora, Nadja Von Meck, com quem se correspondeu durante 13 anos, permitiu-lhe abandonar o seu cargo no Conservatório e dedicar-se inteiramente à composição. Virão, assim, "Romeu e Julieta", o "Capricho Italiano" e a Abertura "1812". Fez algumas viagens ao estrangeiro para dirigir as suas obras, e junta mais algumas peças significativas: os bailados "A Bela Adormecida" e "O Quebra-Nozes" e a ópera "A Dama de Espadas". Interrompe a 6.ª Sinfonia para se deslocar a Londres, onde é homenageado. Em Outubro desse mesmo ano de 1893 dirige, em S. Petersburgo, a 1.ª audição dessa última sinfonia. As suas obras revelavam um melodismo caloroso, uma inspiração predominantemente lírica, características que o tornaram um compositor extremamente popular em todo o Mundo. Por outro lado, essa marcada comunicabilidade nem sempre evita os perigos de um sentimentalismo superficial. Essa dualidade não impede que se lhe deva atribuir um lugar de marcado relevo nos momentos finais do Romantismo.

OBRAS PRINCIPAIS

Dez óperas: O Voyevoda, Ondina, O Oprichnik, Vakula o Ferro, Eugénio Oneguine, A Donzela de Orleães, Mazeppa, Os Sapatinhos, A Dama de Espadas, Iolanda.

Bailados: O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e o Quebra-Nozes

Seis Sinfonias: três Suites, cinco Aberturas, duas Aberturas fantasias, a Sinfonia de Manfredo, o Capricho Italiano, uma Serenata para pequena orquestra e outra para cordas.

Três Concertos para piano e orquestra
Um Concerto para violino e orquestra
Variações sobre um tema rococó para violoncelo e orquestra
Três Quartetos de cordas
Um Trio com piano
Um Sexteto de cordas
Duas Sonatas
Numerosas peças para piano
Várias colectâneas de canções
Obras religiosas e corais.

Verdi.jpg (55393 bytes)Giuseppe Verdi (1813 - 1901)
Compositor Italiano


Forma com Wagner (nascido no mesmo ano) o par dos maiores géneros músico-dramáticos da era romântica. Inicialmente sem possibilidades de adquirir uma cultura musical profunda, apesar do talento que sempre revelou, apresentou em 1828, com muito agrado, a sua primeira Sinfonia no teatro de Bussete (onde estudava com o padre Saletti e F. Provesi, organista, tornando-se, no ano seguinte, assistente deste último). Tentou, em 1832, aos 18 anos, entrar no Conservatório de Milão, mas, não o conseguindo, pelo modo pouco clássico como tocava piano, indispensável para a admissão no curso de composição, e porque já havia ultrapassado o limite de idade permitido. Estudou particularmente com V. Lavigna, maestro do Scala. Apresentou nessa altura mais duas Sinfonias, e dirigiu, com notável êxito, a interpretação de três audições de "A Criação" de Haydn. Nomeado em 1836 para o lugar vago com a morte do seu amigo mestre Provesi, foi intensa a sua actividade, quer como compositor, quer como organista e dirigente das sociedades de música de Busseto, mas a paixão pelo teatro lírico tornou-se imperiosa e fê-lo regressar a Milão em 1838. Estreou com êxito, um ano depois, no Scala, a sua primeira ópera, "Oberto" (1839). Durante a composição da ópera seguinte, "Um dia de Reinado", a mulher e os filhos morrem. Verdi pretende renunciar então à carreira recém-iniciada, mas afortunadamente entusiasma-se com a leitura de um libreto e compõe "Nabucco" (1842), que o consagra como o maior autor de ópera italiana do seu tempo. A criadora do principal papel feminino desta ópera, Giuseppina Strepponi, viria a ser a sua 2.ª mulher. A força emocional do estilo vocal de Verdi e o seu empenhamento na luta pela unificação da Itália transformaram-no rapidamente em ídolo popular e símbolo revolucionário do Risorgimento: os coros das suas óperas marcam o ritmo das campanhas contra a ocupação estrangeira, as suas árias são adaptadas como cânticos de vitória. Entretanto, o génio de Verdi vai-se apurando - "Ernani" (1844), "Macbeth" (1847), "Luisa Miller" (1849) são marcos importantes nesta evolução. Com o trio das suas óperas mais populares (ainda hoje), "Rigoletto, "O Trovador" e "La Traviata" (1851 - 1853), Verdi atinge a maturidade dramática servida por um melodismo comunicativo e sempre significante na definição dos caracteres e das situações, revelador de uma compreensão profunda e calorosa da humana condição. Nas óperas seguintes, "As Vésperas Sicilianas", "Simão Bocanegra", "Um Baile de Máscaras", "A Força do Destino", "D. Carlos" e "Aïda", Verdi enriquece a paleta musical e explora novos complexos dramáticos, onde o trágico e o cómico, os dramas individuais e colectivos se entrecruzam e iluminam à maneira shakesperiana. São, aliás, de Shakespeare os temas dramáticos das últimas e supremas obras-primas de Verdi, "Otello" e "Falstaff" - esta última escrita com 80 anos de idade. Hoje que a ópera é universalmente aceite como forma de arte específica, em que a música não vale só por si mas como factor integrante do drama, as opiniões mais esclarecidas colocam Verdi no ponto mais alto da história desta arte, lado a lado com Mozart e Wagner, enquanto a opinião pública o favorece claramente: Verdi é, actualmente, o autor de óperas mais representado nos palcos líricos e mais frequentemente gravado em discos.

wagner.jpg (68648 bytes)Richard Wagner (1813 - 1883)
Compositor Alemão.


Primeiramente influenciado por Beethoven, Weber e Spontini, admirador de Berlioz, amigo de Liszt, interessou-se quase exclusivamente pelo drama lírico que se propôs a reformar. Já nas suas primeiras obras-primas ("" Navio Fantasma", 1841, "Tannhäuser", 1843 - 1845, "Lohengrin", 1845 - 1848) afastou-se da concepção italiana, renunciou aos floreios vocais, impôs uma acção musical contínua e intensificou a participação orquestral. Proscrito do seu País, viajou, residiu em Zurique, em Veneza, em Paris, e redigiu as suas teorias sobre a arte, colocando-as paralelamente em prática na Tetralogia "O Anel de Nibelungo", 1852 - 1874, "Tristão e Isolda", 1859, e "Os Mestres Cantores de Nuremberga" 1862 - 1867. O seu encontro com Luís II da Baviera, em Munique, foi decisivo para a construção de um teatro de nova concepção, destinado à apresentação das suas próprias obras, edifício que foi erguido em Bayreuth (1872 - 1876). Entretanto, casara-se com Casimira, filha de Liszt. "Parsifal" (1877 - 1882) constitui a sua última realização dramática. Adepto de um teatro mítico, ou mesmo místico, simbólico, chegou a uma fusão estreita entre texto e música, a uma unidade temática devido à exploração do "Leitmotiv" e a uma simbiose bem sucedida entre as vozes e os instrumentos.

weber.jpg (55925 bytes)Carl Maria Von Weber (1786 - 1826)
Compositor Alemão


Filho de um músico, director de uma companhia itinerante de ópera, Weber seguiu naturalmente a carreira musical, desabrochando o seu talento multiforme como chefe de orquestra, director musical de ópera, pianista virtuoso, cantor, crítico, ensaísta e, em especial, como compositor paladino do romantismo alemão. A primeira metade desta carreira foi acidentada e algo dispersa. Em 1816 o rei da Saxónia encarregou-o da direcção e reorganização do teatro de ópera de Dresda, onde se instalou, casou e consolidou o seu renome como director e compositor. Foi aí que compôs e levou à cena a ópera que lhe valeu o apode de "fundador da ópera romântica alemã, "Freischütz" (1821), grande fresco dramático da floresta germânica, onde o elemento popular alemão se enquadra na moldura sobrenatural própria do Romantismo. Em 1823 compõe nova ópera, "Euryanthe", e traz à cena outro pólo de atracção das imaginações românticas - a Idade Média Lendária. Esta obra foi um fracasso, mas influenciou grandemente Wagner quando este compôs "Lohengrin". Em 1826 representava a sua última ópera, "Oberon", com libreto inglês, encomenda feita pelo teatro Convent Garden de Londres. Entre as diversas peças para piano conta-se o popular "Convite à Valsa" (1819), orquestrado por Berlioz.

    

 

Cimo da Página

 

 

 


Antecedentes
Enquadramento histórico
Progresso científico e tecnológico
Características gerais
Formas mais cultivadas
Compositores mais representativos

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Trabalho de Grupo realizado no âmbito da Acção de Formação
"Expressão Musical para Educadores e Professores do 1.º Ciclo"